Nasa monitora queda de telescópio espacial que pode atingir o Brasil nesta quarta
Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleTelescópio espacial Neil Gehrels Swift, da Nasa, em representação artística em órbita da Terra. O observatório deve reentrar na atmosfera nas próximas semanas, e parte do Brasil está na faixa de sua trajetória orbital. (Foto: Wikimedia Commons)O telescópio espacial Swift, da Nasa, encerra hoje sua missão de quase 22 anos ao reentrar na atmosfera terrestre. Com cerca de 1,5 tonelada, a maior parte do observatório deve ser destruída pelo calor do atrito com o ar, mas fragmentos resistentes podem atingir a superfície. O Brasil está na rota da trajetória orbital, embora o local exato da queda só seja conhecido nos momentos finais.
A reentrada está estimada para ocorrer por volta das 7h19 desta quarta-feira, no horário de Brasília, segundo cálculos da Aerospace Corporation. No entanto, os cientistas trabalham com uma margem de erro de duas horas para mais ou para menos, já que a velocidade da queda depende de condições variáveis da nossa atmosfera. Sobre o local, a área de risco abrange uma faixa entre 20,6 graus de latitude norte e sul. Isso inclui grande parte do Brasil, especificamente as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, além de vastas áreas de oceanos e outros continentes.
Embora o Brasil esteja na rota do telescópio, as chances de alguém ser atingido por um fragmento são extremamente baixas. A Nasa calcula que a probabilidade é de apenas uma em 2.100 para qualquer lugar do planeta. É importante entender que a maior parte da estrutura do telescópio, que pesa 1,5 tonelada, vai se desintegrar e virar fumaça devido ao calor intenso gerado pela alta velocidade ao atravessar o ar. Apenas peças muito densas, feitas de metais como titânio, ou partes dos espelhos internos, têm potencial para resistir e chegar ao solo, geralmente caindo no mar.
O Swift está em um processo chamado queda orbital. Mesmo no espaço onde ele operava, existe uma quantidade mínima de ar que gera uma força de resistência conhecida como 'arrasto'. Com o tempo, esse arrasto freia o equipamento, fazendo-o perder altitude. Recentemente, o aumento da atividade do Sol aqueceu a atmosfera da Terra, fazendo-a 'inchar' e subir para níveis mais altos, o que aumentou a resistência contra o telescópio. Como o Swift não possui motores próprios para corrigir sua rota e subir novamente, ele acabou sendo 'puxado' definitivamente em direção ao nosso planeta.
Sim, houve uma tentativa inédita de resgate espacial. Em julho, foi lançada uma nave robótica chamada LINK, desenvolvida pela startup Katalyst Space, com o objetivo de capturar o Swift e empurrá-lo para uma órbita mais segura e elevada. Infelizmente, a missão de resgate falhou devido a problemas técnicos no sistema de orientação da nave LINK. Após essa tentativa fracassada, o telescópio voltou a realizar observações científicas por um curto período, mas o esforço acelerou ainda mais a perda de altitude, levando ao encerramento definitivo das operações em 20 de outubro.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
Nasa prevê queda de Telescópio Swift nesta quarta e fragmentos podem atingir o BrasilDeixe sua opinião
EnviarPrincipais ManchetesDireita aposta na exposição de votos no Senado para derrotar aliança entre Alcolumbre, Lula e MoraesOs recados das urnas a Trump após a derrota dos republicanos nas midtermsAs “midterms” e a derrota de Donald TrumpRevés de Trump no Congresso não altera situação dos Bolsonaro nos EUA nem apoio à direita brasileiraTudo sobre:
WhatsappTelegramWHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
requestAnimationFrame(function(){$RT=performance.now()});Acompanhe a Gazeta do Povo
Baixe o app!Disponível naApp StoreDisponível noGoogle PlayPolítica de PrivacidadeTermos de UsoPolítica de CookiesMapa do Site© 2026 Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.